Zélia Duncan, SESC Pinheiros: 29/01/2010

Zélia Duncan, estréia temporada em São Paulo

Sempre que ouvia falar que a cantora Zélia Duncan iria fazer um show na cidade de São Paulo, os ingressos já estavam esgotados com muita antecedência. Nunca entendia o porquê e me frustrava, pois sempre ficava no ar a vontade de ver um show exclusivo da cantora.

A questão dos ingressos ficou bastante clara antes mesmo de chegar ao SESC Pinheiros. No ônibus, a caminho, encontrei com alguns fãs entusiasmados com o show. A empolgação era tanta que entrei no clima de euforia, na expectativa de assistir a cantora.

Em uma temporada de seis shows na cidade, consegui um ingresso, no balcão do Teatro Paulo Autran, para assistir a abertura dessa maratona lírica. Finalmente, depois de tanto me decepcionar, estava lá pra ver e ouvir, ao vivo. Valeu muito insistir e aguardar por esse momento tão efêmero.

O talento dessa artista é imenso. Já faz muito tempo que ela se consagrou com várias músicas tocando incessantemente pelas rádios do país. O último álbum “Pelo Sabor do Gesto”, lançado em 2009, é disparado um dos seus melhores e conta com as participações de Fernanda Takai e Chico César. Fica difícil dizer que é um dos melhores em meio ao mundo de belos discos que a cantora já fez, mas essa é a minha opinião. Desde a primeira audição, me identifiquei muito com o álbum.

O show. Ah, o show! Como transmitir a sensação singular em palavras? Praticamente impossível. Com um lindo cenário e painel de fundo, o palco parecia um jardim de conto de fadas, esverdeando reluzente para o público. Nos primeiros segundos, com o carisma e encanto da cantora, terminei de entender a dificuldade de conseguir ingressos para qualquer evento que ela participe. As pessoas sempre querem se sentir bem com todo esse talento nos presenteando.

Imagem estonteante do painel no fundo do palco.

Com uma banda muito coesa e bem ensaiada, o show começou com uma sequência de músicas do novo disco: Boas Razões, Ambição, Telhados de Paris e Se Um Dia Me Quiseres, mostraram que seria complicado respirar com facilidade. Mas, como eu disse, era só o começo e de imediato a cantora mandou Intimidade e Tudo Sobre Você, canção que apresentou o novo disco nas rádios. Nesse momento, as vozes entoavam com força a letra “queria descobrir em 24 horas, tudo que você adora…”.

Pra surpresa dos nostálgicos, Zélia cantou a música Felicidade, eternizada pelo Grupo Rumo no disco Ao Vivo de 1992. A interpretação dela gerou gargalhas no público, me recordei na hora da gravação original. Que excelente sensação! Esporte Fino Confortável, Aberto, Se Eu Fosse e Duas Namoradas foram a segunda leva do último lançamento da cantora. Logo em seguida, mais um presente com Cedotardar de Tom Zé.

Gestos, faces e cores: simplesmente Zélia!

O instante seguinte foi o ápice do show! A cantora comentou sobre uma fã de Portugal, chamada Marta Morgado, que havia lhe enviado um e-mail dizendo que ouvia as suas músicas e admirava grandemente a artista. Isso não é nada, pensando que nós também temos essa admiração. Porém o fato é que essa fã não é ouvinte como nós. O que ela fazia na realidade era traduzir as letras da cantora para a língua de sinais de Portugal. Chocada, a própria Zélia disse “eu adoro quando alguém me tira da ignorância”, pois ela não imaginava como alguém “surdo” conseguia ter as mesmas aspirações que nós ao ouvirmos as canções.

Todos os Verbos foi dedicada a esta fã e na segunda parte da canção, Zélia cantou em Lingua Brasileira de Sinais (Libras). Extremamente emocionante! Essa música é a primeira parceria de Zélia com Marcelo Jeneci. Cabe aqui uma pausa no show. Cansei de ver Marcelo Jeneci tocando sanfona na banda de forró Peixelétrico, entre 2000 e 2003. Já era nítida a qualidade desse músico e, agora, apenas confirmei o que o meu simples sentido havia ouvido há anos atrás. Voltando ao evento, Pelo Sabor do Gesto e Os Dentes Brancos do Mundo terminaram a mais tocante sequência da noite.

Em outra homenagem, acatando a sugestão da diretora do show, a artista celebrou os cinqüenta anos de carreira do rei Roberto Carlos. Zélia afirmou que quando pensou em algo de Roberto não quis escolher nada que fosse “tão famoso”, mesmo sabendo que a missão não era fácil, escolheu uma canção mais alternativa da década de 70, chamada I Love You. O bandolim da cantora chorou melodias e soou absurdamente bem, escolha mais do que acertada.

Zélia Duncan, emocionando com a sua expressão.

Dando continuidade, vieram Sinto Encanto, Flores e Nem Tudo. Já estava chegando o fim do show, porém, como a própria Zélia prometeu para o bis estava preparado muito mais. Depois de tudo o que vi e ouvi, não imaginava o que ainda poderia acontecer e, pra variar, não me decepcionei. Catedral foi cantada em uníssono pela platéia extasiada com a apresentação e Improvável foi a outra “das antigas”.

Convidando ao palco a cantora Lucina, parceira de alguns anos, elas nos brindaram com uma música que estou auto-denominando Tempo, já que não sei o nome, e a linda Eu Não Sou Eu, do disco Pré-Pós-Tudo-Bossa-Band de 2005. “eu não sou eu, sou alguém que você imaginou, uma visão do seu amor…”. Belo demais!

Com uma sensação triste por saber que realmente estava terminando, a cantora trouxe Alma, se despedindo de todos com uma expressão de dever cumprido. Realmente, não poderia ser outra expressão. A primeira noite em São Paulo dessa temporada foi de deixar saudades. Sem dúvida alguma estarei na fila quando souber que ela retornará à cidade, não serei mais um daqueles que questionará o porquê de os ingressos acabarem tão depressa. Ficou claro, é imperdível.

Mais uma vez, caras e bocas.

Sanidade Psíquica

Um senhor oriental, que trabalha comigo, me deu um Jornal muito interessante. Aliás, com um nome bem sugestivo, por sinal: “STOP – A DESTRUIÇÃO DO MUNDO”! Eles mencionam a  frase “Jornal Científico-Artístico-Cultural” para chamar a atenção e li coisas bem valiosas. Não me arrependi e um artigo chamou muito a minha atenção.

Eles extraíram do livro “A Libertação dos Povos – A Patologia do Poder”, de Norberto Keppe. O título do artigo é “Origem dos Males Humanos”. No último parágrafo, as palavras marcaram muito e ficaram, de imediato, martelando o meu pensamento!

Olha só que idéia concreta do mundo em que vivemos:

“É absolutamente impossível haver sanidade psíquica, vivendo-se em uma sociedade doente.”

É isso, achei que vale a pena compartilhar. Valeu Mr. Akeda San!

Site: www.stopartigos.blogspot.com

Meninas do Brasil

Estava ouvindo umas músicas em casa e percebi o quão produtivo foi o mercado musical no ano de 2009. Principalmente para as vozes femininas o ano foi de excelentes lançamentos. Seguem as minhas sugestões:

Adriana Calcanhotto – Adriana Partimpim Dois

Ana Canãs – Hein?

Ana Carolina – N9ve

Ana Carolina – Multishow Registro 9 +1

Bruna Caram – Feriado Pessoal

Céu – Cangote (EP)

Céu – Vagorosa

Ceumar – Meu Nome: Live In São Paulo

Fernanda Takai – Luz Negra: Ao Vivo

Isabella Taviani – Meu Coração Não Quer Viver Batendo Devagar

Luiza Possi – Bons Ventos Sempre Chegam

Maria Gadú – Maria Gadú

Mariana Aydar – Peixes Passáros Pessoas

Mônica Salmaso – Noites de Gala, Ao Vivo: Músicas de Chico Buarque

Ná Ozzétti – Balangandãs

Rita Ribeiro – Tecnomacumba: A Tempo e Ao Vivo

Roberta Sá – Pra Se Ter Alegria: Ao Vivo no Rio

Zélia Duncan – Pelo Sabor do Gesto

Valeu meninas, vocês encheram o nosso ouvido com suas belas vozes! Viva a música brasileira e essas cantoras maravilhosas!

Citações Smallville, Parte 01

Como muita gente sabe, sou fã da série Smallville. Tenho certeza que muitos, que nem tentaram assistir, não gostam de forma alguma. Independente disto, vou postar algumas citações que marcaram a série para mim. Vai lá a primeira delas. Piégas ou não, gosto muito e não me importo!

Lana Lang para Clark Kent:

“Eu ia esperar e falar com você pessoalmente. Mas sabia que se olhasse nos seus olhos, nunca conseguiria dizer isso. Pensávamos que tínhamos sido destinados a ficar juntos, Clark. Mas a verdade é que estávamos enganando a nós mesmos. Eu preciso de você, mas o mundo precisa mais do que eu. E enquanto eu estiver na sua vida, estarei prendendo-o. Por favor, não venha atrás de mim. Amo você, Clark. Mais do que jamais poderá imaginar.”

Novos Rumos

Ando pensando muito e sonhando com dias melhores. Estou com os pés no chão, me organizando e sabendo como é dolorida a vida real. Por muito tempo, pensei estar certo em tudo que fazia, mas percebi que a gente sempre precisa de uns ajustes.

Na maioria das vezes, esses ajustes são simples, porém eles podem ser mais complicados. E por que tão complicados? Não sei dizer, só sei que a gente pode mudar tudo, primeiramente tendo muita fé em Deus e começando a dar os primeiros passos na direção contrária do que não nos faz bem.

Cansei de falar da boca pra fora que está tudo bem! Se estiver mal, sei muito bem o que fazer, ou melhor, sei muito bem em quem confiar. Existem pessoas ao nosso lado que sabemos bem como contar. Os amigos de verdade estão sempre por perto e isso é um fato concreto.

Não vou mais andar na direção contrária da felicidade. Não mesmo! Sou feliz, passo por momentos tristes, mas jamais vou me manter triste. A alegria faz bem pro coração, pra alma, pra mente e pro corpo. Novos rumos é o que quero pra minha vida. Agora! Já!

Parece mensagem de livro de motivação, já aviso, não é. É um pensamento de quem sabe que na vida não podemos trancar a porta pro mundo. Hoje, eu quero cantar a felicidade que vai tomar conta do meu coração, mas que eu já estou começando a sentir. Simplesmente porque eu desejei sentir.

É assim: olhar pra frente e ver o tanto de coisas lindas que Deus pode e vai te oferecer. Olhar pra trás e resgatar velhos hábitos que se perderam com o tempo! Mas sempre lembrando: tudo novo se fará.

Isso é viver! Nada como um dia após o outro, pra gente se sentir melhor e fazer todos ajustes necessários…

Antes e Depois da Ansiedade (AA/DA)

Sempre que chega o final de um ano passam muitas reflexões em minha mente. Na cabeça giram diversos pensamentos, como se estivessem em uma imensa roda gigante. Essa roda não para, pois sei que em breve chegará um outro ano e outras reflexões virão. Por que todas as vezes tento consertar o passado ou planejar o futuro e não consigo viver esse lindo presente? Essa é minha grande pergunta do ano!

Numa tentativa tola de responder, chego a medíocre conclusão que sou humano, sou falho e esse ano descobri que sou “ansioso”. Descobri é demais, não? Na verdade, o meu corpo e mente só mostraram o quanto eu precisava de alguns cuidados. E o cabeçudo aqui sempre brigando consigo mesmo, insistindo em fazer as coisas certas, só que da maneira mais errada possível. Simplesmente, tentando e aprendendo a viver.

Foi um ano muito difícil, talvez o mais difícil de todos os que já vivi, mas também foi um ano de muito aprendizado e crescimento. Foi bacana enxergar que a vida é frágil, mas que, por outro lado, tenho um Deus imensamente poderoso que está ao meu lado sempre e que, mesmo que eu o abandone, Ele nunca desiste de mim. Vocês leram direito? Eu disse nunca, nunca desiste de mim! Que bom encontrá-lo novamente, percebendo o grande Pai que Ele é. Me senti forte, aprendi que não sou “O Super-Rafa”, só que vivo com meu Super-Deus.

Conheci um Deus diferente daquele que estava acostumado a ver. Não mais aquele que te julga, que te condena e diz que você está pecando. Sei que sou pecador, nasci assim, mas vi e vivi com o Deus Pai, aquele que te traz vida, paz e muita sabedoria.

Ele também foi meu amigo e trouxe muitos outros. Alguns que já existiam e eu, por qualquer motivo, não me mantinha próximo deles. Outros surgiram e me fizeram olhar por diferentes perspectivas o que pode ser uma sincera amizade. Não tenho nada pra dizer além de muito obrigado de todo o meu coração, eu não quero voltar para aquela roda gigante de pensamentos e pensar como teria sido, só mesmo agradecer por todos vocês que voltaram, passaram, chegaram ou até mesmo foram embora. Valeu mesmo gente.

Entre tantas coisas que aprendi, uma delas foi o quão lindo e doce é estar próximo da família, mais uma das inacabáveis dádivas divinas. Mãe, que gostoso foi dormir ao seu lado de novo, orar contigo e ver a sua preocupação com seu caçula. Pai, a sua simplicidade nas palavras positivas e cuidado com os seus “chás” foram de encher os olhos d’água. Meus irmãos e cunhados, vocês me fizeram chorar de verdade com todo apoio, broncas e palavras de amor e carinho, sempre da maneira mais perfeita! Crianças, como vocês foram companheiros, estiveram perto do tio, brincando, sorrindo, pulando, bagunçando, sujando tudo e enchendo o meu coração de alegria. Não quero perder isso jamais! Amo vocês.

Ah, tenho tanta coisa pra expressar! Não consigo por tudo aqui, sei que ninguém vai ter paciência pra ler. Vou falar das coisas que eu gosto, das “viagens em órbitas distantes” como costumo sempre dizer. Música, cinema, teatro, literatura, um amontoado de sons, imagens, textos e texturas surgiram e definiram o ano que vai ser um marco pra minha vida, como o nascimento de Cristo é pra humanidade. Algo do tipo A/A e D/A: antes da ansiedade e depois da ansiedade. Mesmo sabendo que ainda estou no C/A: com a ansiedade! Quanta baboseira, né? Adoroooo! Vou ser assim “baboseirento”, mas feliz. Lembrem-se: Ele nunca desiste da gente!

No mundo da música, a cantora Luiza Possi vai ser de longe eleita a minha preferida. A loirinha fez de tudo: compôs, interpretou, cantou e tocou. Lançou o disco “Bons Ventos Sempre Chegam” com letras recheadas de saudades e recomeço. O Mr. Big voltou com a formação original e clássica da banda, e, como eu imaginava, os tiozinhos Eric Martin, Paul Gilbert, Billy Sheehan e Pat Torpey mandaram brasa trazendo o Cd e Dvd ao vivo “Back To Budokan: Next Time Around 2009 Tour” para encher os nossos ouvidos com boa música.

Apesar de ter sido lançado em 2008, o Cd “MTV Unplugged”, da baixinha cantora mexicana Julieta Venegas, tocou o ano inteiro no meu MP3 player. Fantástico, o disco e o vídeo! Realmente vale à pena. Como revelação posso citar diversos nomes: Bruna Caram, Mariana Aydar, Maria Gadú, Ana Canãs, enriqueceram a nossa música com as suas encantadoras vozes femininas.

Poxa vida, como poderia me esquecer! Parafrasenado uma amiga loira “Michael Jackson morreu, mas eu ainda estou vivo”. O assunto cansou os nossos ouvidos sendo divulgado em excesso por todas as mídias. Uma coisa é certa, valeu por termos relembrado os hits e os clips do cantor que já estavam engavetados devido a tantos escandalos envolvendo o astro.

O relançamento do catálogo dos Beatles, remasterizado pela EMI, foi algo primoroso. Quem pode garantir o box com todos os Cd’s ficou alucinado. Acredito que o meu só virá no próximo ano, isso se a grana não acabar antes. Aproveitei o embalo e fui ouvir os que tinha em casa e não errei em fazer isso. “In My Life”, “Nowhere Man” e tantas outras, deram aquele ar clássico ao meu ambiente de trabalho.

No cinema, gostei muito do filme “O Curioso Caso de Benjamin Button”. A história é maluca e assustadora, mas chama a atenção pelo tema do amor eterno, do impossível, do distante, do inesperado. Assisti três vezes e parei, pois cada vez interpretava a história de uma forma diferente. Comprei até o Dvd original. Acho que antes de virar o ano assisto de novo.

Grey’s Anatomy foi a série que me deixou mais reflexivo, a história tomou um rumo inesperado e deixou todo mundo com raiva na temporada que começou ainda no ano passado. O final foi romântico, dramático e respondeu muitos questionamentos. Já era fã, não perco mais! E o Lost está acabando no próximo ano. A 5ª temporada foi excelente, que venha a próxima, estou esperando. Quero mais!

É isso ai gente, o ano acabou! Tenho conseguido controlar melhor as minhas emoções, aprendendo a viver um dia de cada vez. Deixando a roda gigante de idéias funcionar com menor velocidade, vivendo literalmente o presente de Deus que é a vida. O futuro está sendo planejado, mas com muita calma. Não significa que ele não é intenso, ao contrário, estou olhando para a cruz e seguindo em sua direção. Quer maior intensidade que essa?

Como está na moda e eu sou “a favor” da moda, vou fazer um ranking do que encontrei de melhor por aí, não importa se é novidade, ou se surgiu à tona nostalgicamente. A arte e a cultura são maravilhosas por vários motivos, não tem cor, não tem sabor, não tem tempo, mas trazem renovação pra alma!

Deus abençoe a todos!

Beijos e Feliz 2010

Os Melhores do Ano 2009

Música nacional: Quebrantado – Vineyard (Cd. Vem Esta é a Hora Ao Vivo)

Música internacional: Goin’ Where The Wind Blows – Mr. Big (Cd. Back To Budokan: Next Time Around 2009 Tour)

Disco nacional: Luiza Possi – Bons Ventos Sempre Chegam

Disco internacional: Mr. Big – Back To Budokan: Next Time Around 2009 Tour

Banda nacional: Los Hermanos

Banda internacional: Mr. Big

Cantor(a) nacional: Luiza Possi

Cantor(a) internacional: Julieta Venegas

Show nacional: Luiza Possi: Teatro das Artes, 19/12/2009

Show internacional: Richie Kotzen: Manifesto Bar, 30/04/2009

Filme nacional: Palavra Encantada

Filme internacional: O Curioso Caso de Benjamin Button

Livro: Confiança Cega – Brennan Manning

Marcelo Camelo: SESC Pompéia, 14/08/2009

Marcelo Camelo, voz e violão!

Era somente mais uma sexta-feira “comum” de inverno em São Paulo. Comum, entre aspas, já que esses dias “comuns” tornam-se facilmente lendas na história das pessoas que amam boa música. E, como sempre, o SESC nos prestigiou com um belo espetáculo do ex-Los Hermanos, Marcelo Camelo.

O músico lançou no ano passado seu primeiro disco solo, intitulado “Sou” e o repertório foi calcado nele e, é claro, em algumas músicas dos queridos Hermanos.

Infelizmente, não acompanhei o início do show, mas à partir do momento em que entrei no teatro do SESC Pompéia o que pude ver foi um artista oferecendo o máximo de si e uma interação efêmera com a platéia. Ela estava repleta de fãs extasiados ao ouvirem as canções e que cantavam palavra por palavra de cada uma de suas letras.

Aliás, as letras do Camelo são de uma singularidade indisociável a ele. Melancolia em tom de desabafo, misturadas com a sagacidade do amor e temperadas com muitas poesias sem rima.

Foi assobiando “Doce Solidão” que senti o clima do show, na sequência veio “Pois é” e dá-lhe Hermanos. O lugar privilegiado que consegui fez eu me sentir num ambiente ainda mais intimista do que a própria estrutura do local já oferece, era somente o músico, a sua banda e o público interligados em ritmo de festa.

“Copacabana” aumentou a freqüência com a sua levada frevo e daí pra frente uma sequência voz e violão de tirar o fôlego com “A Outra”, “Fez-se Mar” e “Santa Chuva”. O que está música fala é pra gente refletir sempre: “Quem é você pra me chamar aqui se nada aconteceu? Me diz, foi só amor ou medo de ficar sozinho outra vez?”.

O encerramento foi épico com as palmas e os gritos em “Além do Que Se Vê”, tudo com muito entusiasmo e ritmo contagiante. A satisfação era imensa e via-se uma platéia animada como em poucos lugares, só mesmo um artista como Marcelo Camelo pra encandear isso com sua simplicidade de tocar e cantar.

Não há muito o que se falar de um cara que teve uma canção gravada por um ex-Beatle. George Harrison, antes de morrer, fez a sua leitura para o hit “Anna Júlia”. Precisa dizer mais alguma coisa?

O show foi pura inspiração e saí de lá solfejando “parece que o amor chegou aí, eu não estava lá, mas eu vi”.

Camelo e banda, detonando...

A Vontade que vem do Fundo do Coração

São constantes os momentos em que me pego atordoado com a idéia de que um sentimento toma conta de mim e nunca consigo saber o que é! Sei que é muito forte e que é destinado para uma mulher muito mais do que especial, diria uma mulher rara. Talvez, eu a veja desta maneira justamente por estar cativando em mim um sentimento indescritível, algo realmente que me faz bem, mas que também coloca os meus pensamentos e emoções à flor da pele, girando perdidos na infinita dimensão dos sentimentos.

Há algum tempo venho sonhando todos os dias com ela. Acredito que o que acontece nesses sonhos é algo único, talvez apenas imaginário, que nunca poderá se tornar real. Estou em uma busca incessante por respostas às minhas aspirações, algo que me console ou me mostre como agir, como continuar sem as incertezas que aparecem diante de mim. Sinto que uma distância nos afasta cada dia mais, evitando que a nossa aproximação venha aparecer no meio do horizonte, ou, realmente afirmando que o nosso encontro é impossível.

Na verdade, tenho andado muito aflito, com uma sensação muito estranha. É um sentimento tão intenso, profundo e até dominador. Nos últimos dias tenho pensado apenas nela, tenho inclusive esquecido de mim. É difícil explicar e também sei que as pessoas não conseguiriam entender, até mesmo a minha musa pode achar que os meus sentimentos não são verdadeiros. Me sinto sozinho e inseguro, sem realmente saber como dar o próximo passo. Como continuar a minha jornada com esse futuro incerto? Sinto uma angústia intensa dentro de mim.

Muitos podem pensar: “será que vale a pena todo esse sentimento?”. Só quem sente é que pode realmente dizer. Estou aqui para isso, para decifrar esse mistério. Alguns podem olhar e achar que é um tremendo engano ou um exagero. O que eu tenho a dizer e que só os meus olhos encantados e enfeitiçados por ela é que podem enxergá-la assim: linda, divina, angelical, uma deusa que veio à terra para mostrar ao mundo o que é a beleza, a rara beleza. Eu sei que é assim, pois enxergo com os olhos do coração e suspiro com a essência da alma.

Ando inquieto com esse sentimento que despertou em mim. Tento entender o porquê disso tudo, mas surgem apenas névoas em minha mente. Acredito que não deva ser compreendido, e essas névoas só aparecem para que não sejam respondidas essas questões. Por que comigo? Será que alimentei esse sentimento? Ou, será que essa mulher alimentou isso, mesmo sem essa intenção? Não sei como tais questões deveriam ser respondidas, nem sei se, ao menos, podem ser respondidas.

O fato de não poder tentar achar essas respostas me machuca muito. Como obter uma explicação para um sentimento que não poderia ter desabrochado? É tão difícil! Tenho vivido dias tristes, dias amargos! Mesmo que eu procure tirar isso de minha mente, não consigo! No entanto, acho que se escrever, colocar tudo no papel, conseguirei tirar um pouco do peso, que já não suporto carregar, de minhas costas.

Quero um dia no meio de toda essa névoa encontrar respostas para essas dúvidas e sensações. Preciso ouvir algo que mostre que não me enganei, mas sim, que era impossível não sentir tais sensações como homem e humano. Ainda mais neste mundo onde a doçura e o amor que ela transmite, parece não existir, ou, que ao menos está longe de ser encontrado.

Queria tê-la para mim ao menos por um dia, por um determinado momento, ou até mesmo por um singelo e eterno instante. Poder abraçá-la e beijá-la, amá-la e fazer deste momento o mais mágico de todos da história da minha vida e principalmente da vida dela. Isso é algo que um dia eu precisarei dizer, expor realmente o que se passou comigo nestes últimos anos. Poderia ter qualquer mulher na minha vida, mas nunca alcançarei a felicidade completa, se não for com ela em meus braços por um raro segundo.

Trilha Sonora da Solidão

Sabe aquela sensação de que ficou um vazio por dentro? Aquela coisa difícil de explicar, difícil de entender e, pior ainda, difícil de suportar! Nunca imaginei que fosse me sentir assim: incompleto, sem rumo e totalmente fragilizado. Parece que as batidas do coração estão pulsando sem ritmo, a dança do amor já não é mais a mesma, pois a melodia desafinou sem você!

A orquestra não pode mais completar a sinfonia, uma vez que os maestros estão distantes. Sabemos que eles querem se aproximar, mas os músicos e seus instrumentos estão entre eles, bem no meio, impedindo a aproximação. As notas musicais e os compassos estão indignados, perplexos com a gravidade do caso e, mesmo assim, sabem que nada podem fazer.

Está claro que os maestros querem se unir, tocar um ao outro, olhar bem no fundo dos olhos, abraçar, sentir os corações voltando a bater no ritmo enfeitiçado da paixão! Oh, que distância cruel!

O coral percebeu o caos que estava se instalando no teatro e resolveu transmitir em canto as palavras desesperadas do maestro solitário: “por maior que seja a distância é menor do que a saudade que sinto por você”. Foi então que ele se sentiu menos aflito, pois percebeu que a maestrina do outro lado entendeu o canto suave daquelas belas vozes.

Começando muito antes do zero!

Trans-Siberian Orchestra 01

Olá, meu nome é Rafael e depois de muito hesitar, finalmente estou montando o meu primeiro blog! Quero fazer deste lugar um espaço pra desenvolver algumas idéias e expressões, que por muito tempo deixei de trazer a tona não sei nem mesmo o porquê!

Vai ser tudo muito gradual, mas quero fazer todos esses “possíveis” textos tornarem-se melódicas e precisas canções ou, quem sabe, poemas do novo milênio, recitados por este pensador insensato. Artista que pinta os cenários do seu dia-a-dia com as cores mais primárias, porém sempre com os mais belos pigmentos.

Que essa mistura seja o motivo da sua, da minha ou até mesmo da nossa emoção! Junte-se a mim, não importa o que você tenha pra dizer. As palavras estão aí, vamos embaralhá-las, jogá-las, engoli-las, misturá-las em um emaranhado de fatos, trazendo um novo sentido pra tudo o que se tem a dizer! Liberem as gargantas, gritem bem alto! O mundo está carente de novas expressões!

Um abraço a todos,

Rafael Barreto